Mostrar mensagens com a etiqueta Aventuras Na Farmácia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Aventuras Na Farmácia. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Aventuras Na Farmácia XXXI - Informações



Esta noite, estive a fazer um serviço na farmácia, i.e., depois de ter trabalhado o meu turno habitual, levei com mais uma noite em cima. O objetivo da farmácia é atender urgências. No resto do tempo, tentamos dormir (não é que seja fácil fazê-lo - estamos sempre com o ouvido à escuta se toca o telefone ou a campainha). Nas farmácias abertas 24 horas, a pessoa que lá está apenas está a fazer o seu turno. Portanto, não telefonem a perguntar qual é a farmácia mais perto do sítio onde estão. E não telefonem outra vez para confirmar. Se descobriram que a farmácia onde trabalho está de serviço, também conseguem descobrir a mais perto de vocês. Obrigado e boa noite!

Aventuras Na Farmácia XXX - Pseudo-médicos



Um senhor chega à farmácia, dizendo que comeu um camarão que sabia mal. Tento perceber se tem mais algum sintoma e ele diz que não. Neste caso, só mesmo um protector gástrico para melhorar a digestão para que haja menos tempo para se desenvolverem problemas, se é que se desenvolvem. O senhor, afinal, é hipocondríaco e já achava que ia ter uma intoxicação alimentar por bactérias e que necessitava de antibiótico. Disse-lhe que não e ele foi-se embora. Até porque pode apenas vomitar e sentir-se nauseado, pode ser uma toxina e o antibiótico não funciona ou até pode nem sentir nada. Mas não deixou de se armar em parvo: "As farmácias estão todas em crise. Há-de haver alguma que mo venda."

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Aventuras Na Farmácia XXIX - Fui


"I don't say goodbye / You don't say hello"

["Eu não digo adeus / Tu não dizes olá"]

Depois de um dia de trabalho com acrescento de uma hora, mas já com os ânimos um pouco levantados, volto atrás para ir buscar o telemóvel. Dou de costas com a patroa. "Ala, que se faz tarde!" Ouço a música depois das 23. Yep, tenho reunião.


sábado, 17 de outubro de 2015

Aventuras Na Farmácia XXVIII - BOA TARDE!


A-do-ro quando as pessoas chegam à farmácia e dizem "Boa tarde!" O meu problema é o tom. É o tom de "Pare tudo o que está a fazer e atenda-me JÁ". Eu sei que sou apenas o seu vendedor de caixinhas, mas educação fazia-lhe jeito. Principalmente quando se nota que estou ocupado apenas a arrumar umas caixinhas na prateleira ou com caixinhas nos braços. Se eu lhe fizesse o mesmo, acho que ficaria trombuda(o). E, com isso, se eu ainda me lembrar que foi mal-educada(o), não lhe retribuo o "Seja feliz!" Tenho muuuuita pena!
Numa das ocasiões em que tinha caixinhas nos braços e não devia estar com muita paciência, uma delas soltou-se e caiu e eu soltei as outras, ficando espalhadas no chão. Eu iria apanhar outra vez, mas alguém fez isso antes.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Aventuras Na Farmácia XXVII - Tropeções Em Estrangeirismos



- Queria o creme da "Vicks".
- Para colocar no peito?
- Não. Para colocar na cara.
*Momento de completa confusão na minha cabeça*
O creme que a senhora falava era Vichy.
Também já lhe ouvi chamar "Vitchy". É assim tão difícil chamar as coisas pelo nome!?

Como devemos encarar as marcas? Nome aportuguesado ou original? Ou simplesmente não interessa? Eu acho que deve ser o original. Existe a "Naique", o "Starbâques", o "Lerruá Merrlan" e as "Flái". Porque deve ser "Iqueia" e não "Iquêá", como originalmente se pronuncia? 

Só se não souberem falar e Idina Menzel virar Adele Dazeem.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Aventuras Na Farmácia XXVI - Palavrões



- Queria o medicamento X.
   - Alguma marca?
- Milka.
   - Esse também eu comia.

Aventures Dans La Pharmacie XXV - Je M'ai Réveillée Français


On me dit que nos vies ne valent pas grande chose
Elles passent un instant comme fanent les roses
On me dit que le temps qui glisse est un salaud
Que de nos tristesses il s'en fait des manteux

Pourtant quelqu'un m'a dit
Que tu m'aimais encore
C'est quelqu'un m'a dit que tu m'aimais encore
Serait ce possible alors?

(Disseram-me que as nossas vidas não valem grande coisa
Elas passam num instante, assim como murcham as rosas
Disseram-me que o tempo que desliza é um canalha
Que das nossas tristezas se fazem mantos

No entanto, alguém me disse
Que tu ainda me amas
É alguém que me disse que tu ainda me amas
Será, então, isso possível?)

Hier, je m'ai réveillé avec la idée de être um peu français (une fois ou an autre, francegais). J'ai pu musique française. J'ai commencé avec cette chanson: Quelqu'un M'a Dit de Carla bruni, un peu de Edith Piaf et le Youtube a fait le reste. Il y a un petit garçon qu'a dit que la musique a été trés belle (et ici, j'ai pensé "piu bella". oh! mon dieu!, c'est italien). Et autre fois que j'ai servi des gens espagnoles et j'ai allé dire "Merci beaucoup, mas pour ne passer par mal embouché: Gracias.

Tu a compris? Peut-être que tu veuilles la traduction en portugais. Voilá.

P.S. - Le Google est une belle outilage. Et le Blogger un petit fils de p***. J'ai écri en français et depuis, parce que tout a été deconfiguré, j'était eu que traduire du portugais. Me***!  Bi***! Pu****!

[Ontem, acordei com a ideia de ser um pouco francês (uma vez outra ou outra, franceguês). Pus música francesa. Comecei com esta canção: Alguém Me Disse de Carla Bruni, um pouco de Edith Piaf e o Youtube fez o resto. Houve um petiz que disse que a música era muito bonita (e aqui, pensei "piu bella" . oh! meu deus! é italiano). E outra vez que atendi umas pessoas espanholas e ia dizer "Merci beaucoup!", mas para não parecer mal educado: Gracias.

{Percebeste? Talvez queiras a tradução em português. Aqui vai.}

P.S. - O Google é uma bela ferramenta. E o Blogger um pequeno filho da p***. Escrevi em francês e depois, porque tudo ficou desconfigurado, tive que traduzir do português. Me***! Ca*****! Fo*****! ]

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Aventuras Na Farmácia XXIV - Banha Da Cobra



Qual é esta obsessão de dar aquilo que o médico passou desta exata marca quando apenas está escrita a substância?

Ou então porque é que tenho que dar a marca que o médico escreveu já não sei onde e que começa com a letra X quando nenhum original começa por essa letra? Neste caso, há um B, um M, um S e um V.

Ou "Eu quero este medicamento porque a minha amiga queixa-se do mesmo que eu e isto está a ajudar.".
"Mas diga-me exatamente qual o problema para ver se é mesmo desse que precisa?".
"Eu quero este."
(nesse caso, como o medicamento não é passível de causar grandes estragos, eu dispenso).

Parece que eu quero vender banha da cobra. Farmacêutico em Lisboa vs Farmacêutico no Alentejo: Dispensador de Caixinhas vs Profissional de Saúde, segundo me contou a minha colega que já trabalhou em terras alentejanas.

Aventuras Na Farmácia XXIII - Disclaimer: Cremes



Existe um creme fantástico de uma marca muito popular de cremes existentes na farmácia para feridas, dermatites, queimaduras e gretas. É o primeiro creme que recomendo, não por ser apenas mais caro do que os cremes medicamentosos, mas porque também é o mais eficaz. Eu sou um profissional de saúde e irrita-me um bocado as pessoas acharem que eu não estou a desempenhar o meu papel só porque "ESSA MARCA É DE BELEZA E EU TENHO UM PROBLEMA DE PELE". A senhora quis um medicamentoso e eu fui buscar até porque sem vendas não há posto de trabalho.

Agora, eu pergunto, pele acneica, atópica, gretada, seca a muito seca, desidratada e com picores, com psoríase, sensível, protetores solares, caspa é um questão de beleza!? Para tratar rugas, perda de firmeza na pele, papos, olheiras, conferir brilho ou apenas para disfarçar imperfeições sim, mas o resto não.

P.S. - Eu poderia mostrar imagens piores daquilo que não é beleza, mas decerto iria afugentar alguns leitores.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Aventuras Na Farmácia XXII - Café



Não é sempre, mas acontece. Estava com uma enxaqueca, empurrei 2 aspirinas, mas como notei uma certa sonolência, tomei café. Resultado: tento fazer tudo ao mesmo tempo, faço nada porque não consigo completar e depois fico na converseta com a colega. Café - A minha droga.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Aventuras Na Farmácia XXI - Olhares


Há pessoas muito estúpidas! Houve uma pessoa que estava sentada quando fui ao balcão. Cumprimentei-a nos olhos, perguntando o que desejava. "Está a olhar para onde!?". Fui-me embora. Eu compreendo que é difícil confiar em pessoas novas, mas bastava dizer que gostaria de falar com X ou Y. Vá prá p*** que a pariu! (neste caso, deve ser mesmo para a mortandade que a velha já estava encovada). E peço desculpa à senhora sua mãe que não deve ter culpa nenhuma.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Aventuras Na Farmácia XX - Cantorias

Estava eu a cantarolar esta música, Human League - Why Don't You Want Me, de 1981 quando sou abordado de forma agressiva por uma cliente a dizer que eu não era daquele tempo. Porque não a posso eu cantar!? Será que não sou merecedor!? Será que a geração Y é inferior à X e por isso deve-se abstrair de se imiscuir na cultura da geração anterior!? F! Já agora, sou de 1987. :D


P.S. - Obrigado Glee por me teres apresentado outras sonoridades de outras épocas e de outros estilos.




sábado, 8 de agosto de 2015

Aventuras Na Farmácia XIX - Hora De Fechar



Estava eu a tratar do lixo enquanto a minha colega estava a contar as mil e uma moedas da sua caixa. Assim que ela disse que já tinha acabado, o meu cérebro entrou em disparo automático e eu fui-me embora da farmácia, deixando o caixote no meio do armazém. Ala, que se faz tarde!

Aventuras Na Farmácia XVIII - Telefone!



Há com cada um! Há um certo senhor que gosta de ligar para a farmácia a chatear sobre perguntas estúpidas, tipo comi um bife e sinto o intestino desconfortável, posso tomar o comprimido para a tensão (como se tudo estivesse ligado - not), mas depois não compra lá nada. Portanto o número está gravado no telefone do balcão. Eu decidi atender o telefone do armazém: asneira. Estive 3 minutos a explicar que o Cartão de Cidadão não é obrigatório usar nas farmácias (há um aparelhinho que lê nome e contribuinte e não sei que mais. Foi recorde: a chamada mais curta desse senhor. 

domingo, 2 de agosto de 2015

Aventuras Na Farmácia XVII - Hello And Goodbye

Estava a trabalhar numa farmácia cuja vida estava para ser terminada em breve (contrato de arrendamento). Entretanto, uma amiga sugeriu-me ir trabalhar um dia por semana com ela numa parafarmácia um pouco longe de Lisboa. Apesar de só ir descansar um dia por mês, estas horas poderiam-se tornar full-time e, por vezes, temos que fazer sacrifícios. Trabalhei lá 2 domingos porque surgiu outra proposta para trabalhar numa farmácia localizada numa das avenidas mais chiques da cidade. Senti-me um pouco mal porque decidi aceitar o novo trabalho e tive que quebrar um compromisso que tinha feito com a minha amiga e com a patroa dela (que até parecia que gostava de mim).
Quis ir pedir colo à minha mãe, mas como tinha que ir aturar a sogra da minha irmã, resolvi não ir. Tive um dia para o pseudo-deprimido.

P.S. - Virei chique, migas! Primeiro na minha casa, agora na minha profissão. Já só falta um bonitão, rico e interessante. Chuac! Beijinho no ombro para quem ficar invejosa. *Ferrero Bichette*

domingo, 12 de julho de 2015

Aventuras Na Farmácia XVI - Conselhos Errários


* Um clássico re-inventado em jazz e muito apreciado.

1- Não tratar o patrão por tu, mesmo que ele o permita. Vai dar azo a falta de respeito e vontadinhas como, por exemplo, alterações de horários em cima da hora, transferência de funções, critícas nas costas.

2- Não tratar os colegas por amigos. Critícas nas costas. Favorzinhos. Hão-de te lixar um dia, mesmo sem ganharem nada em troca.

3- Não tratar os clientes de modo muito amigável. Vão querer fiado, beijinhos, descontos. E se algum dia estás mal-humorado é porque não gostas deles.

P.S. - Se calhar sou eu que sou um coninhas ou um coração mole ou um grande coração. Mas parece que faz com que abusem de ti.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Aventuras Na Farmácia XV - Salvamento



Um dia destes, estou eu sozinho na farmácia, quando me entra um senhor na farmácia a dizer que se sentia muito mal, especialmente do coração. Medimos a tensão e, de fato, era verdade. Perguntei qual o medicamento que ele tomava e dei-lho logo sem pensar se o senhor mo iria pagar se não (assumiria eu o custo). Chamei o 112 que só me atenderam à 3ª vez, não sei se por incompetência ou excesso de ligações telefónicas para os operadores (vou considerar a 2ª, pensei na 1ª na altura por pânico). O senhor já estava com uma irradiação da dor para o braço e sudorese (ai, senhor que me morre aqui - pensei eu). E o raio das velhas calhandreiras foram para a farmácia ver o que se passava e a querer que eu as atendesse. Quase que me apetecia mandá-las para o Car**** (algumas, se calhar, agradeciam e ficavam mais felizes e menos chatas e loucas). E tiveram que esperar. Bem feito! Quando o INEM chegou, já o senhor estava bem e foi ao hospital só para ter a certeza. Veio-me agradecer com a companheira uns dias depois. E eu fiquei todo convencido (só um bocadinho).

Aventuras Na Farmácia XIV - Fiado



Já foi o tempo em que se podia fazer fiado. Agora, fazemos fiado e as pessoas fogem. Ou então, demoram tempo a pagar (passa 1 semana, 1 mês ou mais) e inventam desculpas.
Uma senhora foi comprar um medicamento e o Terminal de Pagamento Automático não funcionava. Peço então à senhora para se dirigir à Caixa Multibanco para levantar (são 50 metros) porque não podia fazer fiado (segundo recomendações do patrão), ao que a senhora concordou. Ao regressar, como o patrão se encontrava presente, fez um escarcéu a dizer que o medicamento era urgente (que não acredito) e que não se fazia uma coisa destas a uma pessoa necessitada, complementando com uma ameaça de mudança de estabelecimento. Ao que eu respondi que se fosse assim tão urgente, eu teria deixado (como aliás já fiz). P**a da velha!

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Aventuras Na Farmácia XIII - Pernas


Fui apanhado a mexer nas pernas de uma rapariga (a colocar um penso para as bolhas). E o dedo foi logo apanhado. Raio da velha!

domingo, 7 de junho de 2015

Aventuras Na Farmácia XII - Aparências



Senhora Muito Emproada E Louca (entra logo a seguir a ver o genro) - Este é o meu genro. É engenheiro "não sei do quê" na empresa "não sei qual".

Genro *olhar de desprezo, mas de costas*

SMEEL (na hora da despedida) - Adeus, Sr. Engenheiro!

(acho que a relação deles não é muito boa)